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    Botucatu

    Produção do espaço rural paulista

    Da agroindústria aos sistemas holísticos de interação com o meio

     

     

    Nesse roteiro a UGGI Educação Ambiental propõem o estudo do espaço agrário, tendo como enfoque analisar os diferentes tipos de produção agrária que ocorrem no interior paulista. Ressaltamos as tipificações das relações de trabalho, da configuração fundiária e, principalmente, das técnicas de plantio, cultivo, colheita e os impactos ambientais. Desse modo, a fim de abordarmos essas diferentes realidades propomos visitar quatro propriedades agrárias:      1) Agroindustria, 2) Assentamento Rural Zumbi dos Palmares, 3) Bairro Demétria, 4) Sitio Beira Serra.

    Na propriedade onde se localiza a usina de açúcar e álcool a produção é baseada nos preceitos do agronegócio, apresentando monocultura de cana de açúcar cultivada em grandes extensões de terra. Além do contato com as áreas onde a matéria prima é plantada, conheceremos as etapas produtivas envolvidas na obtenção do etanol. Dessa maneira, o significado e o funcionamento de uma agroindústria ficará nítido para os estudantes, bem como todo o impacto socioambiental gerado por esse modelo produtivo.

    Como forma de contrastar à realidade do agronegócio, visitamos o Assentamento Zumbi dos Palmares (fruto da luta social pela distribuição de terras via Política Nacional de Reforma Agrária). O assentamento é formado por pequenas propriedades cuja produção é baseada na agricultura familiar. Os estudantes conheceram o viveiro de mudas, a plantação de café e terão a oportunidade de preparar a terra e plantar na horta em mandala.

    O Bairro Demétria localizado em Botucatu (SP) resulta de experiências de práticas agrícolas não convencionais, inspiradas nas propostas de Rudolf Steiner, criador da Agricultura Biodinâmica. De acordo com esse conhecimento a produção agropecuária deve ocorrer de maneira mais holística. O solo, as plantas e os animais são entendidos e manejados de modo único e inter-relacionados e deve-se excluir o uso de qualquer produto químico artificial (defensivos e agrotóxicos). Também é uma prática comum o uso do calendário astrológico para semeadura e plantio e a utilização de perspectivas espirituais e místicas.

    Também baseados em pensamentos holísticos de interação com o meio e em sociedade, os moradores do Sitio Beira Serra além de utilizarem dos ensinamentos e técnicas de permacultura no plantio e cultivo de alimentos desenvolvem projetos de bioconstrução. Ou seja, o sitio possui construções cujos materiais utilizados não são aqueles atualmente adotados pela construção civil. Assim, a matéria prima empregada nestas construções são materiais ecológicos e locais, como o barro, cupinzeiros, rochas, vegetação ou reciclados como o vidro e plástico. Com tais práticas a intenção é reduzir o impacto ambiental causado...

    O estudo da produção do espaço rural no interior paulista mediado pela UGGI Educação Ambiental tem como horizonte ressaltar que nem somente da lógica do agronegócio “o campo vive”. Muito pelo contrário, espalhados por inúmeros localidades existem experiências produtivas que se contrapõem à racionalidade da produção capitalista. Sejam estas formadas pelas pequenas propriedades familiares dos assentamentos rurais, ou a partir de práticas não convencionais de cultivo e manejo, onde a intenção é criar a possibilidade de se atingir uma vida mais sustentável. Portanto, refletir sobre a produção e as transformações do espaço rural paulista é perceber a existência de pensamentos e práticas antagônicas que muitas vezes geram um desenvolvimento social e um crescimento econômico desigual e combinado.

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