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    São Luiz do Paraitinga

    O Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar foi criado em 1977 e constitui uma Unidade de Conservação que tem como meta principal a pesquisa e o desenvolvimento de trabalhos científicos e a preservação de áreas remanescentes da Mata Atlântica. A região é bastante acidentada e rica em recursos hídricos, muitas cachoeiras, quedas d’água e riachos cristalinos. São quase 5 mil hectares de vegetação nativa, caracterizada pela exuberância de suas árvores, como o cedro e o jequitibá branco, além da riqueza em samambaias, bromélias e orquídeas raras.

    Como a área é preservada, constata-se a existência de uma importante distribuição da fauna silvestre. São encontradas no núcleo várias espécies de animais ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, a preguiça, a lontra e o macaco prego, entre outros.

    O Núcleo Santa Virgínia é controlado pela Secretaria do Meio Ambiente.

    Compreender para conservar.

    O interesse pelo meio ambiente vem aumentando gradativamente, motivado principalmente pela melhoria da qualidade de vida. A preservação de ambientes naturais, prática comum em todo o mundo, passou a ser intensificada e estimulada nas últimas décadas. As primeiras áreas de conservação (ex.: Yellowstone, Itatiaia) foram criadas como parques para recreação e lazer, um refúgio aonde as pessoas poderiam ir para entrar em contato com o ambiente natural pouco perturbado. Atualmente, procura-se proteger áreas naturais em função do seu patrimônio biológico. A existência de espécies raras, endêmicas ou de um grande número de espécies juntas, a

    tão falada biodiversidade, aumenta o interesse pela sua conservação. Dentre todos os biomas do planeta, os ecossistemas tropicais possuem a maior diversidade de espécies  e o Brasil, localizado quase totalmente entre os trópicos, é o campeão no número de espécies, sendo o país número um na lista dos mega-diversos, no total de  17 países que juntos apresentam grande parte da riqueza mundial de espécies. Para termos uma idéia, 20% das espécies de borboletas e 25% das espécies de plantas catalogadas ocorrem aqui.

    Morando em São Paulo - Brasil, ouvimos falar cotidianamente nos meios de comunicação em biodiversidade, florestas tropicais, destruição e conservação. Entretanto, mesmo vivendo em meio a tudo isto, e a menos de 20 quilômetros de grandes áreas de Mata Atlântica, raramente entramos em contato direto com estes ambientes e dificilmente paramos para observar os seres que ai vivem e que compõem esta intrincada malha viva.

    Dentro da proposta da UGGI EDUCAÇÃO AMBIENTAL, o trabalho de campo de biologia tropical buscará inserir o aluno em um ambiente com alta biodiversidade, procurando estimulá-lo a procurar por esta riqueza de espécies e a refletir a respeito desta diversidade de espécies e de hábitos de vida.

    Para isto faremos preparo do aluno visando à atividade, sobretudo para fasciná-lo com a beleza que está a seu alcance e que em geral passa despercebida.

    A idéia da atividade de campo é deixar, que o interesse do aluno chame a sua atenção para os seres a sua volta na trilha, com o guia ajudando, quando necessário, a despertar e a sensibilizar sua percepção, especialmente sua imagem de procura.

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