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    Religião

    Neste estudo a UGGGI Educação Ambiental tem como objetivo ressaltar a diversidade de crenças religiosas e religiões considerando seus aspectos culturais e indenitários tendo como princípio a valorização da alteridade, ou seja, do encontro, da interação respeitosa e pacifica com o diferente. Sem que se estabeleça uma relação de desigualdade e conflito. Esse argumento vai ao encontro do pensamento de que quando refletimos sobre as religiões não existe uma verdade estabelecida, não existe um pensamento e entendimento único e absoluto sobre o sagrado e o profano.

    Segundo estudos antropológicos e teológicos existem em todo planeta mais de 10 mil religiões. Em número de fiéis destacam-se 8 religiões: cristianismo, islamismo, hinduísmo, religião tradicional chinesa, budismo, sikhismo, judaísmo e espiritismo.

    No Brasil é inequívoca a forte influência que o cristianismo através da igreja católica exerce. No país até o final do século XIX ocorreu uma forte união entre o Estado e a Igreja. Nesse contexto, o poder real era a representação do poder divino na terra. Durante esse período existia forte imposição do catolicismo, inclusive, utilizando a violência sobre a população nativa e sobre os africanos.

    Sob este pensamento muitas aldeias e vilas foram formadas por todo o país. A cidade de São Paulo possui em sua gênese uma forte ligação com a Igreja católica, pois foi através da criação de um colégio jesuíta em 1554 que ocorre a formação da vila que posteriormente deu origem a cidade. O Pateo do Collégio, hoje já alterado pelo processo de transformação da cidade, ainda guarda as marcas desse passado.

    Desde a constituição Federal de 1891 o Brasil é um Estado laico, ocorrendo a completa separação entre a Igreja católica e o Estado, impedindo qualquer tipo de aliança entre ambos. Atualmente é garantido a liberdade de crença e de culto, permitindo o direito de se escolher uma religião ou de mudar de religião.

    Com a garantia legal de liberdade de culto existe no pais uma serie de religiões e, na cidade de São Paulo, o encontro com essa diversidade é facilitado devido as diferentes culturas e modos de pensar que nela coabitam. Assim, encontramos mosteiros e Igrejas católicas romanas e ortodoxas, mesquitas islâmicas, templos judeus, evangélicos, budistas, hinduístas, centros espiritas e terreiros de umbanda e candomblé, etc.

    Em meio a essa diversidade, no brasil dois temas relacionados com a discussão sobre religião ganham destaques: O primeiro seria a expansão da religião evangélica e o crescimento de seu poder e influência na sociedade, visto que politicamente se organizaram e formaram no congresso nacional uma articulação definida popularmente como “bancada evangélica”, isto é um grupo político que promove as ideias, interesses e dogmas muitas vezes defendidos por essa religião. O segundo tema a se destacar é o preconceito que os fies das religiões de matriz africana (Umbanda e Candomblé) sofrem cotidianamente. Vale lembrar a interpretação pejorativa e preconceituosa que estes recebem de “macumbeiros” e, muitas vezes, a perseguição e demonização que sofrem.

    Internacionalmente o fundamentalismo religioso vem se ampliando. Os grupos que promovem essa prática defendem a formação de Estados Teocráticos, onde os preceitos e dogmas da religião são a base da estruturação política e da organização social como um todo.

    Nas últimas décadas tal discussão ganhou destaque, pois as ideias fundamentalistas se acirraram e alguns de seus praticantes, na tentativa de se contraporem ás outras formas de organização social que não aquelas defendidas por eles, passaram a realizar uma série de violentos ataques terroristas.

    Temos como exemplo, os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, promovidos pelos membros da Al-Qaeda. E mais recentemente os inúmeros atentados organizados pelo Estado Islâmico na Europa e no Oriente Médio e os ataques promovidos pelo Boko Haran na Nigéria. As práticas destes grupos exemplificam o quanto historicamente o “choque cultural” e identitário não se dá de maneira harmoniosa e como muitas vezes o discurso religioso mascara as reais intenções que normalmente são econômicas e políticas.

    Refletir sobre a religião, com o roteiro organizado pela UGGI Educação Ambiental, é mais do que formar o pensamento crítico em relação à tolerância e intolerância a determinadas práticas religiosas. Nossa intenção é promover o respeito e a aceitação ao diferente, garantir a interação e o entendimento com o outro. Portanto, esse estudo se torna um exercício de valorização da diversidade. Uma prática de cidadania.

     

     

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