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    Bananal

    Hoje importante corredor industrial e de transporte entre as duas maiores cidades Brasileiras o Vale do Paraíba foi a  primeira região, a partir do século XIX e até o primeiro quarto do século XX,  a  ter o café como motor do desenvolvimento regional.

    Ao longo da rodovia Presidente Dutra, inaugurada em janeiro de 1951, cidades como Taubaté, Pindamonhangaba, São Luiz do Paraitinga, Paraibuna, Cunha, Guaratinguetá, Cruzeiro, Bananal e São José do Barreiro, nos oferecem o testemunho  do período de produção do Café, seu auge e  sua decadência  período esse descrito  por  Monteiro Lobato como sendo o  de algumas das “Cidades Mortas do Vale do Paraíba”.

    Aos poucos,  entretanto,  sua economia se recupera, já não mais pela agricultura e pecuária, agora muito difíceis em  suas terras exauridas e mal lavradas e sim com olhar  dirigido ao  turismo voltado  à potencialidade histórica e  à presença do Parque Estadual da Serra do Mar em  sua porção norte,  do Parque Nacional  da Serra da Bocaina e de uma série de reservas e estações ecológicas.

    São Luiz do Paraitinga e Bananal têm centros históricos particularmente interessantes, sendo  que esta última conta estação de trem do ramal da Estrada de Ferro do Bananal preservada,  hoje desativada, feita em metal Belga,  relembrando  cenário  da  composição que  rodou pela primeira vez em 1888.              

    Vale lembrar que, antes do café, as cidades do Vale do Paraíba foram marcadas pelo tropeirismo praticado desde o Brasil Colônia. Os tropeiros transportavam as mercadorias em lombo de burro, em caravanas que andavam por dias a fio interligando as Minas Gerais com o litoral entre Angra dos Reis e Paraty, principalmente. Tropeiros  esses  que deixaram sua marca na culinária, trilhas e caminhos pelas serras do Mar e da Bocaina.

    Dentre as cidades tropeiras estão Silveiras e Cunha, junto à Serra da Bocaina, onde ainda existem  trechos do Caminho Novo da Estrada Real, também conhecida como Trilha do Ouro.

    O Vale do Paraíba é uma região complexa onde  a arquitetura, as artes coloniais e importadas durante o período do café e uma rica história colonial e escravagista contrastam com as modernidades da produção de Aço na Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda e uma grande série de indústrias mecânicas, eletrônicas e alimentícias que aproveitam a facilidade da Via Dutra e a distribuição de energia elétrica para receber insumos e distribuir seus produtos, não só para o Rio e São Paulo, mas também para portos e aeroportos da região e daí para o Brasil e o Mundo.

    O Vale não é uma localidade estanque, está intimamente ligado ao desenvolvimento das Minas Gerais e dos portos Fluminenses coloniais como Angra dos Reis, Paraty, Paraty Mirim, Mambucaba entre outros. Inserir o aluno neste ambiente permite uma perspectiva histórica que remonta à  época colonial e estabelece pontes de conhecimento que permitem interpretar e compreender melhor a realidade cotidiana desta região e seu ambiente de influência na história, política e economia brasileira colonial, republicana e moderna. 

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